Novo espaço para se pensar e discutir a dinâmica do mercado e das marcas de luxo, dos produtos e serviços com alto valor agregado e para todos aqueles que se interessam pelos temas do consumo e novas tendências, moda e estilo, design, branding e marketing. O crescimento e a valorização do luxo é uma questão central do consumo contemporâneo e faltam especialistas e espaços para discutir este tema com seriedade.

Thursday, August 10, 2006



Consumo, logo EXISTO!
Hoje o luxo é resgatado na história como categoria emocional, como uma estreita porta de acesso à experiências únicas e inefáveis. O luxo não está mais nas coisas em si, mas nos nomes, nas etiquetas e logomarcas e nos valisosos tags costurados. Está sobretudo nas experiências e sensações que ele visa produzir. Não é a coisa por si mesma, mas a posse dos signos e imagens produzidas em lab com glamour e beleza pela mídia, pela moda e publicidade. Ele foi tema de narrativas e filmes consagrados, e virou tema da literatura de gestão de marketing e de comunicação. O luxo deixou de ser intuitivo e se tornou estratégico, deixou de ser raro e se tornou 'acessível', deixou de artesanal e se serializou. Nunca o luxo penetrou tanto no cotidiano de uma sociedade, nem foi tão desejado e aspirado como hoje.
No mundo contemporâneo, os artigos de luxo se tornaram efêmeros e descartáveis e as marcas de prestígio se expandiram. Novos criadores e clientes surgem a todo instante. As mercadorias básicas e médias agora se reposicionam e se arrogam superiores e de prestígio.
Tudo pode ser luxo e é impossível pensar em alguma coisa, produto ou serviço, que não possa ser tocada pelas mãos (invisíveis) de Midas do mercado. Tudo vira ouro e virou luxo. Nunca impérios do luxo privado produziram tantos artigos e rótulos de prestígio, e nunca se lucrou tanto com o refinamento na história. A luxurificação é esta gama de acontecimentos, este novo padrão de comportamento e pensamento social e, principalmente, esta nova sensibilidade contemporânea. Mas o que sinifica o consumo para nós, homens de nosso tempo?

É bom também lembrar que a compreensão do que seja luxo, na geografia e na história, deriva da compreensão do imaginário cultural e simbólico da sociedade em qeustão. Não se pode querer compreender o comportamento e as atitudes do adorador ou consumidor, sem entender como usam e representam suas posses e bens e sem antes observar o que o consumo e posse destes bens significam para ele. Uma forma de se fazer isso é reconhecer que eles consideram e vêem suas posses como partes deles, conscientemente ou não, intencionalmente ou não. Nós atribuí,os sentido as coisas. Não existe sentido e significado no mundo fora de nossas imaginações e desejos.
Somos o que consumimos. Consumo, logo sou. É muito comum nos descrevermos, destacando certos traços característicos de nossa personalidade ou valores e sentimentos que outros nos atribuem, mas também é muito comum usarmos categorias sociais, outras pessoas, participação em lugares ou eventos, posse de certos objetos, marcas e coisas para ajudar a nos descrever. Muitas vezes são estas coisas aparentes: etiquetas, marcas, e logos que nos atribuem senso de identidade social e nos auxiliam a projetar nossa auto-imagem e ser identificado ou diferenciado na vida cotidiana.

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